Desde a sua fundação a 1 de Julho de 1906, o Sporting Clube de Portugal já teve cinco emblemas, além dos dois comemorativos dos cinquenta e cem anos de existência.

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A modernização do emblema registada ao longo de toda a história do Sporting Clube de Portugal tem subjacente uma lógica evolutiva e de acompanhamento dos tempos, que permitiu sempre desenvolver emblemas coerentes com a história do Clube: em todos eles, o leão e a cor verde sempre estiveram presentes em grande destaque.

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1907 - Primeiro emblema

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O primeiro emblema do Sporting teve origem nas conversas tidas  entre José Alvalade, os primos José Roquette, António Rebelo de Andrade e D. Fernando de Castelo Branco (Pombeiro).

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José Alvalade pede a D. Fernando Castelo Branco (Pombeiro), para autorizar a utilização do leão rampante do seu brasão como símbolo do Clube acabado de fundar. Pombeiro dá autorização, mas pede que o fundo não seja azul, igual ao brasão. Os quatro escolhem o verde, cor que expressa a esperança no sucesso do Sporting Clube de Portugal.

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Desta forma, em 1907 a Casa Anjos, de Lisboa, apresenta o primeiro emblema do Clube em forma circular com um leão rampante sobre as iniciais ‘SCP’, com fundo verde.

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1913 - Inspiração veio da Alemanha

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Em 1910, Hugo Morais Sarmento regressa da Alemanha para ingressar no Sporting, como guarda-redes, por proposta de Manuel Monterrozo Carneiro. Quando chegou ao Clube trazia vestido um casaco azul, com uma lapela onde se alinhavam quatro emblemas germânicos. Daqui surgiu a ideia de se mandar confeccionar naquele país novos emblemas para o Clube. Foi o próprio Hugo Morais Sarmento quem desenhou o modelo e se encarregou da encomenda.

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A 1 de Abril de 1913, o Sporting conta assim com o seu segundo emblema: um leão rampante branco num escudo de fundo verde, envolvidos por uma cercadura preta com o nome do clube escrito a branco por extenso: Sporting Club de Portugal.

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1930 - A génese dos anos seguintes

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Face ao enorme sucesso das amostras enviadas da Alemanha, em 1923, a Direcção do Sporting mandou confeccionar nova remessa de emblemas. Contudo, a Assembleia-Geral realizada em Janeiro nomeou uma comissão que rejeitou os quatros modelos apresentados, um dos quais da autoria de Júlio de Araújo (Presidente do Clube, entre os anos de 1922 e 1923).

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Assim, apenas, em 1930 foi oficialmente adoptado o terceiro emblema, que está na génese do que perdurou até ao final do século XX: um leão rampante de pé, a branco, com as iniciais a branco por baixo do leão, em fundo verde.

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1945 - Destaque para a sigla

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Em 1945, surge um novo e quarto emblema, onde se destaca a sigla do Clube, pela primeira vez a coroar o símbolo. O escudo mantinha o fundo verde, com o leão rampante e a sigla a branco. O símbolo adopta uma forma recortada, em forma de escudo.

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2001 - Imagem para o Século XXI

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O quinto e atual emblema foi apresentado a 4 de Julho de 2001: uma imagem gráfica mais estilizada, rejuvenescida e adequada ao perfil actual dos mais de 3 milhões de simpatizantes.

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As aplicações desregradas, os diferentes nomes utilizados para definir o clube (no estrangeiro, muitos conhecem-no como Sporting de Lisboa) colaboraram igualmente para criar uma anarquia pouco consentânea com a identidade de um clube que assume como objectivos a liderança no panorama nacional e a notoriedade internacional.

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A nova solução gráfica, pelo contrário, é unificada e coerente. Sem romper com o passado, apresenta uma imagem contemporânea, popular e simultaneamente internacional: o enquadramento foi simplificado mantendo, no entanto, a cor verde e o escudo; foram introduzidas três listas brancas horizontais que remetem  para o simbolismo da camisola do clube; as palavras 'Sporting' e 'Portugal', agora escritas por extenso, enfatizam a dimensão nacional do clube e unificam o seu nome a nível internacional; o leão surge mais estilizado e com um impacto reforçado que lhe é conferido pela cor dourada. Como uma coroa, a sigla 'SCP' continua a perpetuar um nome com mais de um século de história.

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